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MICROSOFT FABRIC

Preview, GA e outros termos do Microsoft Fabric: o que significam?

Por Karine Batista · · 6 min de leitura

Entenda as diferenças entre Preview, GA e outros termos do Fabric, e saiba quais cuidados tomar antes de utilizar novos recursos nos seus projetos.

Capa - Publicação 005

Fala, aprendizes! 🧙

Sabe quando a Microsoft anuncia uma novidade no Fabric, você já começa a pensar em onde poderia utilizá-la e percebe aquele Preview ao lado do nome? Ou quando vê que uma funcionalidade finalmente chegou em GA e fica se perguntando: “Tá, mas o que mudou?”

Frieren com expressão confusa ao descobrir os termos do Fabric.

Personagem: Frieren · Obra: Frieren: Beyond Journey’s End (Sousou no Frieren).

Esses termos aparecem com frequência nas novidades da Microsoft e dizem bastante sobre o que podemos esperar de uma funcionalidade. Principalmente quando estamos trabalhando em projetos, já que nem tudo que está disponível para uso está necessariamente pronto para produção.

Então, bora entender o que essas siglas significam e por que vale a pena prestar atenção nelas?

1. Preview: posso usar, mas com cuidado

Quando uma funcionalidade está em Preview, significa que a Microsoft disponibilizou uma versão antecipada para que os usuários possam experimentar, avaliar e compartilhar feedbacks.

É uma oportunidade de conhecer o recurso antes do lançamento oficial, mas também significa que ele ainda pode passar por mudanças, apresentar instabilidades ou ter algumas limitações.

E existem duas formas principais de disponibilização:

Tipo O que significa
Private Preview O acesso é restrito a determinados clientes ou participantes convidados.
Public Preview O recurso fica disponível para um público maior, embora ainda possa exigir habilitação ou permissões específicas.

Um ponto importante é que, segundo a documentação da Microsoft, os recursos em Preview do Fabric não são destinados à produção e não possuem SLA (Service Level Agreement, ou Acordo de Nível de Serviço).

E o que isso significa? Que, se a funcionalidade apresentar problemas, não teremos as mesmas garantias de disponibilidade e suporte de um recurso em GA. A Microsoft pode oferecer atendimento técnico limitado em Public Preview, mas não existe garantia de correção ou de que tudo continuará funcionando como esperado.

Por isso, vale lembrar: estamos experimentando algo que ainda está em desenvolvimento, e essas limitações fazem parte do processo!

2. GA: agora está pronto para produção?

Já o GA vem de General Availability, ou Disponibilidade Geral.

É quando uma funcionalidade chega ao lançamento geral, deixando para trás a fase de avaliação. Isso significa que ela já pode ser considerada para uso em produção, seguindo as condições e os requisitos do serviço.

Só que tem um detalhe: estar em GA não significa que tudo estará disponível automaticamente para qualquer cenário.

Dependendo do recurso, ainda podem existir requisitos de licenciamento, permissões, região ou capacidade que precisam ser atendidos.

Também pode acontecer de uma funcionalidade estar em GA, mas alguma integração relacionada a ela continuar em Preview.

Ou seja, antes de implementar uma novidade, vale conferir o que exatamente foi lançado e se todas as funcionalidades necessárias para o seu projeto já estão disponíveis.

3. E os outros termos que aparecem no Fabric?

Além de Preview e GA, existem outras expressões que encontramos na documentação. Algumas parecem indicar a maturidade de um recurso, mas na verdade estão relacionadas a atualizações, acesso ou planejamento.

Termo O que significa na prática
Early Access Permite experimentar determinadas atualizações antes de chegarem ao canal padrão, como acontece com os runtimes Spark.
Default É o canal padrão de atualizações, no contexto dos canais de lançamento do Spark.
Trial É uma modalidade de avaliação por tempo limitado, com condições e restrições próprias.
Roadmap / Planned Indica funcionalidades planejadas, cujas previsões de lançamento ainda podem mudar.

Por exemplo, quando utilizamos uma capacidade Trial do Fabric, isso não significa que todas as funcionalidades disponíveis nela estejam em Preview. Uma coisa está relacionada à avaliação do serviço, enquanto a outra indica o estágio de lançamento de um recurso.

O mesmo acontece com Early Access. Nos canais de lançamento do Spark, ele permite acessar atualizações antecipadamente, mas não deve ser confundido com Private Preview.

4. E nos projetos, como decidir o que utilizar?

Em alguns projetos em que trabalhei, os clientes tinham uma orientação bem clara: não utilizar funcionalidades em Preview.

E faz total sentido quando pensamos nos riscos envolvidos.

Imagine que você está desenvolvendo uma solução no Fabric e encontra uma funcionalidade nova que facilitaria bastante o trabalho. Você testa, vê que funciona direitinho e decide utilizá-la.

Até que, de um dia para o outro, uma atualização muda o comportamento do recurso, começa a apresentar erros ou ele simplesmente deixa de estar disponível. E agora?

Se estamos falando de uma solução que o cliente utiliza diariamente, isso pode acabar se tornando um problemão.

É por situações assim que, antes de adotar uma novidade, precisamos pensar em algumas questões:

  • O cliente permite? Existem restrições para o uso de funcionalidades em Preview?
  • Quais são os riscos? Como uma mudança ou instabilidade poderia afetar a solução?
  • Temos outra alternativa? Se o recurso deixar de funcionar como esperado, conseguimos seguir por outro caminho?

Isso não significa que devemos deixar as novidades de lado. Muito pelo contrário! Preview é uma ótima oportunidade para estudar, experimentar e conhecer recursos que podem fazer parte dos nossos projetos no futuro.

A diferença está em saber quando e onde utilizá-los. Uma coisa é testar uma funcionalidade nova para entender seu potencial. Outra é depender dela para manter uma solução em produção, especialmente quando a própria Microsoft ainda a disponibiliza apenas para avaliação.

5. Onde acompanhar essas novidades?

Com tantas atualizações no Fabric, nem sempre é fácil acompanhar o que acabou de ser lançado, o que continua em Preview ou o que está previsto para os próximos meses.

Para isso, duas páginas da Microsoft são especialmente úteis:

Eu também recomendo consultar a documentação específica sempre que encontrar algo que queira utilizar. Afinal, o Fabric está em constante evolução, e uma funcionalidade que hoje está em Preview pode chegar em GA nas próximas atualizações.

No fim, conhecer essas diferenças nos ajuda a acompanhar as novidades com mais clareza e, principalmente, a fazer escolhas mais conscientes nos nossos projetos.

6. Referências

Até a próxima jornada!

Karine Batista